Artrose no joelho: medicina regenerativa ou cirurgia? Como saber qual é o melhor caminho

Artrose no joelho: medicina regenerativa ou cirurgia? Como saber qual é o melhor caminho

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Quem recebe o diagnóstico de artrose no joelho frequentemente chega à consulta com uma dúvida: é melhor tentar um tratamento de medicina regenerativa ou partir para uma cirurgia?

A resposta nem sempre é uma escolha simples entre uma opção e outra.

Em muitos casos, o tratamento da artrose acontece em etapas. Exercício terapêutico, fortalecimento muscular, controle dos fatores de sobrecarga, medicamentos quando indicados, procedimentos intra-articulares e cirurgia podem ocupar momentos diferentes dentro do mesmo plano de cuidado.

O ponto mais importante é compreender que o melhor tratamento não é determinado apenas pela radiografia ou pela ressonância.

O grau da artrose importa, mas também é necessário avaliar:

  • intensidade da dor;
  • limitação para caminhar;
  • perda de mobilidade;
  • presença de deformidades;
  • força muscular;
  • estabilidade do joelho;
  • impacto sobre a qualidade de vida;
  • tratamentos já realizados;
  • doenças associadas;
  • idade funcional e nível de atividade;
  • objetivos pessoais do paciente.

Diretrizes internacionais recomendam que a decisão de encaminhar uma pessoa com artrose para substituição articular considere principalmente os sintomas, a perda de função, o impacto na qualidade de vida e a resposta aos tratamentos não cirúrgicos, e não apenas uma classificação numérica observada no exame.

Por isso, a pergunta mais útil não é simplesmente:

“Regenerativa ou cirurgia?”

Mas:

“Qual tratamento faz mais sentido para este joelho, neste estágio da doença e para os objetivos deste paciente?”


Medicina regenerativa e cirurgia não são necessariamente tratamentos concorrentes

Existe uma ideia comum de que o paciente precisa escolher entre dois caminhos completamente opostos:

medicina regenerativa de um lado e cirurgia do outro.

Na prática, a ortopedia moderna não funciona dessa maneira.

Existem pacientes que passam anos controlando bem os sintomas com exercícios, fortalecimento, mudança de hábitos e tratamentos clínicos.

Existem pacientes que podem se beneficiar de procedimentos complementares em fases específicas da doença.

E existem situações em que a articulação apresenta alterações estruturais importantes e a cirurgia passa a oferecer uma solução mais adequada.

Em alguns casos, diferentes abordagens podem fazer parte da trajetória do mesmo paciente.

A medicina regenerativa não deve ser utilizada para impedir uma cirurgia necessária. Da mesma forma, o diagnóstico de artrose não significa que uma cirurgia tenha que ser realizada imediatamente.

Encontrar esse equilíbrio é justamente uma das partes mais importantes da avaliação ortopédica.


O que chamamos de medicina regenerativa na ortopedia?

O termo medicina regenerativa ou, em determinados contextos, tratamentos ortobiológicos, é utilizado para estratégias que procuram aproveitar ou modular mecanismos biológicos do organismo dentro do tratamento de determinadas doenças e lesões musculoesqueléticas.

É importante compreender que “medicina regenerativa” não corresponde a um único procedimento.

Existem técnicas biologicamente diferentes, com níveis de evidência e regulamentações também diferentes.

Um dos tratamentos mais conhecidos é o PRP — Plasma Rico em Plaquetas, preparado a partir do sangue do próprio paciente.

Desde julho de 2026, o Conselho Federal de Medicina regulamenta especificamente o uso do PRP como procedimento médico adjuvante em quatro condições: osteoartrite do joelho, discopatia lombar, epicondilite lateral e reparo meniscal. A própria resolução determina que ele não substitua o tratamento clínico, reabilitacional ou cirúrgico indicado para cada caso.

Por isso, é importante evitar generalizações.

Nem todo procedimento divulgado como “regenerativo” possui a mesma evidência científica ou a mesma indicação.


O que a medicina regenerativa pode fazer na artrose do joelho?

Em pacientes selecionados, determinadas abordagens podem fazer parte de um plano de tratamento com o objetivo de:

  • reduzir a dor;
  • melhorar a função;
  • facilitar a recuperação da mobilidade;
  • permitir melhor participação na fisioterapia e no fortalecimento;
  • modular alguns processos envolvidos no ambiente articular.

No caso do PRP, por exemplo, a diretriz da American Academy of Orthopaedic Surgeons afirma que ele pode reduzir a dor e melhorar a função em pacientes com artrose sintomática do joelho, embora a força dessa recomendação seja classificada como limitada devido à heterogeneidade dos estudos e protocolos.

Isso significa que há pacientes que respondem bem, outros que apresentam benefício parcial e alguns que praticamente não percebem melhora.

Medicina regenerativa regenera completamente a cartilagem?

Essa é uma distinção muito importante.

O termo “regenerativa” não deve ser entendido como uma promessa de que uma cartilagem gravemente desgastada voltará automaticamente ao estado original.

Atualmente, não é adequado garantir que PRP ou outro procedimento reconstrua completamente uma articulação com artrose.

A Resolução CFM nº 2.464/2026 proíbe especificamente divulgar o PRP com promessa de cura, garantia de resultado ou regeneração tecidual assegurada.

Por isso, ao conversar sobre esses tratamentos, é mais correto discutir controle dos sintomas, função, qualidade de vida e objetivos terapêuticos.


Artrose leve ou moderada: cirurgia normalmente não é o primeiro passo

Nas fases iniciais e intermediárias da artrose, existem várias estratégias que podem ser utilizadas antes de uma prótese.

Entre as medidas mais importantes estão:

Exercício terapêutico

O movimento é uma parte fundamental do tratamento.

Exercícios supervisionados, exercícios realizados de forma adequada em casa e atividades aquáticas podem melhorar dor e função em pacientes com artrose do joelho. A AAOS recomenda exercício como um dos componentes centrais do tratamento não cirúrgico.

Fortalecimento muscular

A musculatura ajuda a controlar as cargas que chegam ao joelho.

Quadríceps, musculatura posterior da coxa, glúteos e outros grupos musculares participam da estabilidade e do movimento do membro inferior.

Um joelho radiologicamente desgastado pode funcionar muito melhor quando existe força e controle muscular adequados.

Controle do peso quando necessário

Em pessoas com sobrepeso ou obesidade, a redução sustentada do peso pode contribuir para diminuir a carga articular e melhorar dor e função.

Educação e mudanças na atividade

Nem sempre a solução é abandonar completamente a atividade física.

Muitas vezes, é necessário ajustar volume, intensidade, tipo de exercício e período de recuperação.

Medicamentos e procedimentos

Dependendo do quadro, medicamentos, infiltrações ou outros procedimentos podem ser considerados.

E, em determinados pacientes, a medicina regenerativa pode fazer parte dessa estratégia.

Portanto, em artrose leve ou moderada, o tratamento costuma ser construído como um conjunto de medidas, e não em torno de uma única aplicação ou procedimento.


O PRP pode evitar uma cirurgia de joelho?

Essa é uma pergunta extremamente comum.

A resposta correta é:

não é possível garantir.

Se um paciente consegue diminuir a dor, recuperar função e manter qualidade de vida com tratamentos não cirúrgicos, não existe motivo para indicar uma prótese simplesmente porque há artrose em uma radiografia.

Nesse sentido, um tratamento que melhora os sintomas pode permitir que a discussão sobre cirurgia não seja necessária naquele momento.

Isso é diferente de afirmar que o PRP “impede” que a artrose progrida ou que “evitará uma prótese”.

Não existe essa garantia.

E quando a cirurgia já possui uma indicação clara, o PRP não deve ser utilizado como substituto. Essa restrição está expressamente prevista na regulamentação do CFM.


Quando a cirurgia passa a ser uma possibilidade mais importante?

A cirurgia passa a ocupar uma posição diferente quando a doença começa a comprometer de maneira importante a vida do paciente.

Algumas situações que podem levar à discussão de um tratamento cirúrgico incluem:

  • dor persistente e importante;
  • dificuldade progressiva para caminhar;
  • perda relevante da mobilidade;
  • dificuldade para subir e descer escadas;
  • limitação para trabalhar ou realizar atividades cotidianas;
  • deformidade progressiva do membro;
  • alterações estruturais importantes;
  • instabilidade;
  • falha de um tratamento não cirúrgico adequadamente conduzido.

No caso da artrose de joelho, a diretriz do NICE recomenda considerar o encaminhamento para substituição articular quando dor, rigidez, redução de função ou deformidade estão afetando substancialmente a qualidade de vida e o tratamento não cirúrgico é ineficaz ou inadequado.

Isso ajuda a explicar uma diferença essencial:

o exame mostra a estrutura; o paciente mostra o impacto da doença.

Os dois precisam ser avaliados juntos.


Artrose grau 4 significa que obrigatoriamente é preciso operar?

Não necessariamente.

Uma radiografia muito alterada aumenta a possibilidade de que uma cirurgia possa ser necessária, mas a decisão não deve ser tomada apenas pela imagem.

Existem pacientes com alterações radiográficas avançadas que ainda apresentam uma função razoável.

E existem pessoas com alterações aparentemente menos intensas que vivem com limitações importantes.

É por isso que a avaliação precisa relacionar:

imagem + sintomas + exame físico + função + objetivos do paciente.

A diretriz do NICE inclusive recomenda usar avaliação clínica, e não sistemas puramente numéricos de gravidade, para decidir sobre encaminhamento para substituição articular.


O que a cirurgia consegue fazer que a medicina regenerativa não consegue?

Essa é uma das diferenças mais importantes entre as abordagens.

A medicina regenerativa busca atuar sobre o ambiente biológico e sobre os sintomas em situações selecionadas.

Já a cirurgia pode corrigir problemas estruturais que um tratamento injetável não consegue corrigir.

Dependendo da doença, a cirurgia pode:

Corrigir deformidades e problemas mecânicos

Quando existe alteração importante do eixo ou da mecânica do membro, determinadas cirurgias conseguem modificar a estrutura responsável pelo problema.

Restaurar estabilidade

Lesões ligamentares ou outras alterações estruturais podem exigir reconstrução ou correção mecânica.

Reparar determinadas lesões

Algumas lesões meniscais ou cartilaginosas apresentam características que podem exigir tratamento cirúrgico.

Substituir uma articulação severamente comprometida

Na artrose avançada, a prótese de joelho permite substituir superfícies articulares que apresentam destruição importante.

É justamente por isso que não faz sentido comparar medicina regenerativa e cirurgia como se uma fosse simplesmente “melhor” que a outra.

Elas resolvem problemas diferentes.


E quando medicina regenerativa, cirurgia e reabilitação podem fazer parte do mesmo tratamento?

Esse é outro ponto frequentemente mal compreendido.

Nem sempre existe uma linha definitiva separando:

regenerativa OU cirurgia.

Em determinadas situações, pode haver:

tratamento clínico + reabilitação + procedimento biológico;

ou:

cirurgia + reabilitação;

e, em indicações específicas, um procedimento biológico pode ser utilizado como adjuvante de um tratamento cirúrgico.

Um exemplo atual é o PRP no reparo meniscal, uma das indicações regulamentadas pelo CFM. Entretanto, mesmo nessa situação, o PRP não substitui a técnica cirúrgica, a estabilização adequada ou a reabilitação pós-operatória.

Portanto, a palavra mais importante talvez não seja “ou”.

Pode ser:

“quando?”

Quando uma determinada estratégia faz sentido e quando outra passa a oferecer uma solução melhor.


Existe um “momento certo” para operar?

Existe um momento adequado para discutir cirurgia, mas ele não é definido por uma idade exata ou por uma única imagem.

O objetivo é evitar dois extremos:

Operar cedo demais

Nem todo paciente com artrose precisa de prótese imediatamente.

Quando dor e função ainda podem ser controladas com estratégias menos invasivas, é possível continuar o tratamento não cirúrgico.

Adiar indefinidamente uma cirurgia já indicada

No outro extremo, também não é adequado manter durante anos um tratamento que não está mais oferecendo benefício apenas porque o paciente deseja evitar qualquer possibilidade de cirurgia.

Conviver com dor intensa, mobilidade cada vez menor e perda progressiva de autonomia também possui consequências.

A decisão deve ser reavaliada conforme a doença e a qualidade de vida evoluem.


“Esperar demais” significa que o paciente perderá a chance de tratamento?

Eu teria cuidado com essa afirmação.

Não é correto dizer de forma geral que todo paciente que espera perderá opções de tratamento.

Entretanto, a progressão da artrose pode aumentar:

  • deformidade;
  • limitação;
  • perda muscular;
  • dificuldade para caminhar;
  • impacto na qualidade de vida.

Por isso, acompanhar a evolução é diferente de simplesmente ignorar o problema.

Mesmo quando não existe indicação cirúrgica, o tratamento e o acompanhamento podem ser importantes para preservar força, mobilidade e função.

O erro não é necessariamente “não operar”.

O erro pode ser ficar sem avaliação enquanto a função piora progressivamente.


Como saber qual é o melhor caminho?

A resposta não está exclusivamente na radiografia, na ressonância ou em um determinado grau de artrose.

Na prática, a decisão reúne quatro grandes grupos de informações.

1. Exames

Os exames ajudam a avaliar:

  • espaço articular;
  • desgaste;
  • deformidades;
  • alinhamento;
  • meniscos;
  • ligamentos;
  • osso subcondral;
  • outras alterações estruturais.

Mas precisam ser interpretados dentro do contexto clínico.

2. Sintomas

É importante saber:

  • onde dói;
  • quando dói;
  • há quanto tempo;
  • intensidade;
  • presença de inchaço;
  • rigidez;
  • dor durante a noite;
  • resposta aos tratamentos anteriores.

3. Limitações

Um dos pontos mais importantes é entender o que a pessoa deixou de conseguir fazer.

Por exemplo:

  • caminhar;
  • trabalhar;
  • viajar;
  • subir escadas;
  • praticar exercícios;
  • brincar com os filhos ou netos;
  • dormir adequadamente.

4. Objetivos pessoais

Dois pacientes com o mesmo exame podem querer coisas completamente diferentes.

Um deseja voltar a correr.

Outro deseja apenas caminhar sem dor até o mercado.

Outro precisa trabalhar em pé.

Outro está preocupado em manter independência.

Por isso, o tratamento precisa considerar a pessoa que está por trás da radiografia.


Uma forma simples de entender as possibilidades

Situação predominanteCaminho que pode ser considerado
Artrose leve/moderada, função relativamente preservadaExercício, fortalecimento, controle dos fatores de risco e tratamento clínico
Dor persistente apesar do tratamento inicialReavaliação e consideração de tratamentos complementares
Paciente selecionado com artrose de joelhoPRP pode ser considerado como tratamento adjuvante
Alteração estrutural específicaAvaliar se existe indicação cirúrgica
Artrose avançada com dor e grande perda funcionalAvaliação para cirurgia/prótese
Deformidade progressiva e tratamento conservador sem respostaCirurgia passa a ter maior relevância

Essa tabela serve para compreensão geral e não substitui uma avaliação individual.


Medicina regenerativa ou prótese de joelho?

Essa comparação aparece frequentemente porque muitos pacientes procuram tratamentos regenerativos justamente tentando evitar uma prótese.

Mas são situações diferentes.

A prótese de joelho é destinada principalmente a pacientes com comprometimento articular avançado e sintomas importantes nos quais o tratamento não cirúrgico já não oferece controle adequado.

A medicina regenerativa pode ser considerada em determinados momentos e condições, mas não substitui mecanicamente uma articulação destruída.

Portanto, quanto mais avançado e incapacitante o quadro, maior tende a ser a importância de discutir tratamento cirúrgico.

Não porque “a medicina regenerativa falhou”, mas porque a necessidade clínica mudou.


O tratamento da artrose não deve depender de uma única ferramenta

Esse talvez seja um dos pontos mais importantes deste artigo.

Não existe:

“o melhor tratamento para artrose” universal.

Existe o melhor tratamento para aquele paciente naquele momento.

Um bom plano pode incluir:

  • educação;
  • exercício;
  • fortalecimento;
  • controle do peso quando necessário;
  • medicamentos;
  • fisioterapia;
  • procedimentos intra-articulares;
  • medicina regenerativa em situações selecionadas;
  • cirurgia quando existe indicação.

A própria AAOS enfatiza exercício, educação, autogerenciamento e, quando aplicável, perda de peso entre os pilares do tratamento não cirúrgico da artrose do joelho.

O tratamento não deve ser reduzido à escolha de uma única aplicação ou cirurgia.


Avaliação da artrose e medicina regenerativa em Recife

Pacientes com artrose no joelho em Recife podem realizar uma avaliação integrada com o Dr. Romero Lins para compreender em que estágio da doença se encontram e quais alternativas realmente fazem sentido.

Um diferencial importante é justamente poder avaliar os dois lados dessa decisão.

O Dr. Romero atua tanto com tratamentos clínicos, procedimentos guiados por ultrassom e medicina regenerativa quanto com cirurgia do joelho e próteses. Isso permite que a indicação não comece pela escolha de um procedimento, mas pela definição do que o paciente realmente precisa.

O site oficial apresenta atuação em joelho, quadril, artrose, lesões articulares, medicina regenerativa e tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos, com atendimento presencial em Recife.

A pergunta inicial deixa de ser:

“Qual procedimento eu quero fazer?”

e passa a ser:

“Qual tratamento é mais adequado para o meu caso?”


Perguntas frequentes

Medicina regenerativa é indicada para qualquer artrose no joelho?

Não.

A indicação depende do diagnóstico, gravidade da artrose, sintomas, função, tratamentos anteriores e características individuais.

Nem todo paciente com artrose se beneficia do mesmo procedimento.


Medicina regenerativa pode impedir a prótese de joelho?

Não é possível garantir.

Se o paciente melhora e mantém boa função, a cirurgia pode não ser necessária naquele momento. Mas tratamentos regenerativos não devem ser apresentados como garantia de evitar uma prótese futura.


PRP é medicina regenerativa?

O PRP é frequentemente inserido no grupo dos tratamentos ortobiológicos e medicina regenerativa. É preparado a partir do próprio sangue do paciente.

No Brasil, o PRP atualmente possui regulamentação específica do CFM para osteoartrite do joelho, reparo meniscal, discopatia lombar e epicondilite lateral.


PRP regenera a cartilagem do joelho?

Não existe garantia de regeneração completa da cartilagem.

O possível benefício clínico está mais relacionado à redução de sintomas e melhora funcional em pacientes selecionados. A regulamentação brasileira proíbe promessas de regeneração assegurada.


Artrose grau 4 sempre precisa de prótese?

Não necessariamente apenas por causa da classificação.

A cirurgia é discutida considerando sintomas, perda de função, deformidade, impacto sobre a qualidade de vida e falha das opções não cirúrgicas.


Tenho artrose, devo parar de fazer musculação?

Na maioria das situações, não.

Exercícios e fortalecimento fazem parte do tratamento da artrose do joelho quando corretamente prescritos e adaptados. A AAOS recomenda exercícios para melhora de dor e função.


Como saber se chegou a hora de operar?

A discussão ganha importância quando a dor e a perda de função comprometem significativamente a vida do paciente e os tratamentos não cirúrgicos deixaram de oferecer controle adequado.

A decisão deve ser individualizada.


Conclusão: nem toda dor precisa de cirurgia — mas nem toda articulação pode ser tratada sem ela

A medicina regenerativa ampliou as possibilidades disponíveis dentro da ortopedia, principalmente para determinados pacientes que ainda possuem condições de preservar a função da articulação e controlar os sintomas com tratamentos menos invasivos.

Mas ela não substitui todas as cirurgias.

Quando existe comprometimento estrutural avançado, deformidade, perda importante de função ou falha das estratégias conservadoras, uma cirurgia pode oferecer uma solução que procedimentos biológicos não conseguem proporcionar.

Da mesma forma, ter artrose não significa que o paciente precise correr imediatamente para uma prótese.

O segredo está na indicação correta e no momento adequado.

A melhor decisão nasce da combinação entre exames, sintomas, limitações, expectativas e avaliação médica.

Porque o objetivo não deve ser simplesmente evitar uma cirurgia a qualquer custo ou operar o mais rápido possível.

O objetivo é recuperar movimento, autonomia e qualidade de vida utilizando a estratégia mais adequada para cada paciente.


Sobre o autor

Dr. Romero Antunes Barreto Lins
Ortopedista e traumatologista — CRM-PE 19.054 | RQE 2.574

Ortopedista com atuação especializada em cirurgias do joelho e do quadril, artrose, lesões articulares e medicina regenerativa, integrando tratamentos clínicos, procedimentos minimamente invasivos e alternativas cirúrgicas de acordo com o diagnóstico e o estágio de cada doença.

O site profissional apresenta mais de 15 anos de experiência, atuação em cirurgia do joelho e do quadril, medicina regenerativa, procedimentos guiados por ultrassom e participação em entidades como SBOT, SBCJ e ISHA.

Atendimento presencial em Recife e por teleconsulta.

Publicado em: setembro de 2026
Revisão médica: Dr. Romero Lins
Última atualização: setembro de 2026

Este conteúdo possui caráter educativo e não substitui consulta, exame físico, análise de exames ou diagnóstico médico individualizado.

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